Assessoria em destaque: CE+3

Carlos Eugênio (Neném) o eterno “Old School”

Falar da CE+3, assessoria esportiva de Niterói, é falar de Carlos Eugênio Ferraro. Neném, como é conhecido, é da “old school” do triathlon nacional.

Começou a praticar triathlon em 1985 e apaixonou-se pela modalidade a ponto de largar o curso de engenharia da Universidade Federal Fluminense (UFF) para estudar Educação Física e em 1994 tornar-se treinador. Hoje é uma das referências do triathlon no cenário nacional.

“Antigamente não havia assessoria esportiva. Eu era apenas o treinador de alguns atletas. Na época, o meu treinador teve que assumir outras funções e o treinamento acabou ficando em segundo plano. Aos poucos foi passando para o mim o trabalho que ele fazia. Eu já havia descoberto que amava o triathlon e deixara o curso de Engenharia para seguir o caminho da Educação Física”, revela Neném.

Aos poucos foram chegando outros atletas em busca de treinamento e logo o grupo tornou-se uma equipe de triathlon, semente da CE+3. Vieram também pessoas em busca de treinamento nas modalidades isoladamente.
“Temos atletas que praticam apenas uma ou duas modalidades. A corrida tem um volume bem grande, um universo muito maior. Mas o foco continua sendo o triathlon. É ele que me move”, garante o treinador.

Aliás, a motivação que vem do triathlon também vem da competição. E é algo que Neném costuma deixar claro quando é procurado por alguém em busca de treinamento. Uma herança de quando trabalhou com atletas profissionais como Sandra Soldan e Armando Barcellos (Olimpíadas de Sydney, em 2000), entre outros.

O “professor” e seus alunos

“O que me move desde o início é o treino de alto rendimento, independentemente de ser atleta profissional ou amador. O nosso espírito, de equipe, é que nós somos uma equipe de competição. E por mais que tenha aquela galera do lazer, da saúde e low profile, a participação no esporte é coisa séria. Todos têm objetivos e metas, por mais básicos e simples que sejam”.

O treinador confessa que durante muito tempo carregou consigo o estigma de ser exclusivamente treinador de atletas profissionais, altamente competitivos. Chegou a perder atletas por conta disso. Mas não lamenta, até por que essa fama cria uma seleção natural das pessoas que o procuram para a prática esportiva, principalmente o triathlon.

“Isso me acompanha até hoje. E eu não reclamo por que de cara já separa aqueles que querem fazer algo sério, daqueles que querem brincar. Lembro que a Sandra foi a primeira atleta de destaque. Ela começou a treinar comigo em 95, época que começou a ser disputado o campeonato estadual de triathlon. Acho que fomos campeões por equipe por uns 10 anos seguidos”.

O tempo passou e o perfil da prática do triathlon também. Segundo Neném, hoje há pouquíssimos atletas em condições profissionais na equipe. Segundo ele, a assessoria apenas reflete o cenário do esporte nacional, que hoje é muito mais participativo do que competitivo. Mas ele garante que o espírito da equipe continua o mesmo.

“A galera continua treinando sério para melhorar a performance, cada um no seu nível, no seu padrão. Mas o triathlon e o esporte como um todo mudaram de uma forma geral. Temos cada vez menos atletas profissionais, cada vez menos atletas vivendo do esporte. Prova disso é que o resultado da Sandra nas Olimpíadas de 2000 não foi batido até hoje”, explica Neném, que durante muito anos viu a CE+3 absoluta como a mais forte equipe de triathlon do Rio.

Atenção total para todos na equipe

A transição de uma equipe de altíssimo rendimento para uma equipe de competição com alguns atletas profissionais, mas predominantemente de amadores, foi algo natural, que seguiu a mudança de foco do esporte nacional. E Neném orgulha-se de ter se adaptado muito bem às mudanças.
“Já tivemos ao mesmo tempo pelo menos oito atletas na elite masculina do Brasileiro. Depois veio uma turma de seis meninas que corriam entre as primeiras em qualquer prova do Brasil. Passaram pelas minhas mãos atletas muito bons. Alguns partiram do zero e comigo foram o mais longe que poderiam ir. Outros vieram formados e melhoraram. Essa experiência me ajuda até hoje no trabalho com os amadores. E com os iniciantes temos uma noção exata se alguém pode ter uma altíssima performance. Conseguimos mensurar direitinho os ciclos de treinamento, que usei muito com o alto rendimento. Jogamos isso nos amadores que levam a sério e funciona direitinho. Se tiver dedicação, rotina e treino como um dos objetivos de vida, há evolução. Mas quem não se entrega não recebe muita coisa”, conta Neném, que é pessoalmente responsável pela planilha de treinos de todos os atletas da CE+3.

Aliás, nessa mudança de foco e de adaptação ao cenário atual, o treinador propõe uma discussão que está em pauta entre os principais treinadores da atualidade. A massificação das informações pessoais através dos aplicativos de treinamento têm tornado cada vez menor o contato dos atletas com seus treinadores.

“São gráficos, dados, comparações, postagens que estão afastando o atleta do treinador. Aqui na CE+3 eu tenho professores que me ajudam e seguem a minha metodologia. É uma forma de aprendizado para eles também. Mas eu sou o head coach e tomo conta da situação. Posso não saber a vida e a rotina de todos os meus atletas, mas sei da grande maioria. E sem fazer grande sacrifício para entender e lembrar de cada um. Passo os olhos na planilha e sei exatamente o que ele está fazendo naquela semana. E é isso o que eu quero! Ter o atleta na mão. Por enquanto as coisas ainda caminham assim na CE+3”.

Caminham e fazem os atletas evoluírem. Se antes o treinador se realizava vendo atletas chegarem em Olimpíadas e Copas do Mundo por suas mãos, hoje, o prazer de Neném está em ver atletas que chegaram bem jovens em suas mãos se destacando no triathlon nacional. Atletas como Pedro Arieta e Thomás Ferreira.

“Formar e moldar um atleta hoje é o que mais gosto de fazer. O Thomás chegou à CE+3 com 16 anos completamente cru esportivamente. Nem sabia nadar. Hoje é campeão brasileiro e campeão da categoria no Triathlon Internacional de Santos. Passei pela fase de treinar atletas olímpicos e vê-los ganhar as provas. Mudei um pouco e hoje o que motiva é formar novos atletas. Isso vale também para atletas mais velhos. Recentemente chegou até mim uma mulher de pouco mais de 40 anos com dois filhos e sem qualquer experiência na modalidade. Hoje ela já completou um triathlon. Ela nada, pedala e corre. E bem! É gratificante para mim e imagino que seja para qualquer profissional da minha área”, conta Neném.

Dia de treino é dia de festa

E quem ganha com isso são os atletas da CE+3, que absorvem esta motivação e acabam percebendo o quanto é importante estar numa assessoria especializada quando o assunto é triathlon.
“A palavra é motivação. Um cara sozinho não consegue manter-se a temporada inteira motivado a ponto de acordar cedo todo dia para treinar. Há dias de chuva, de cansaço, de estresse, de noite mal dormida, com problemas pessoais… Todas estas coisas externas afetam e sem uma equipe não se consegue lutar contra isso. Tem que ter um grupo, um mentor…É um ponto crucial. Fora, ter à disposição a tenda, o alongamento, o apoio nas provas, a segurança nos treinos, a consultoria para compra de equipamentos…”, completa Neném, lembrando que ainda há o ganho psicológico, visto que o triathlon exige organização e disciplina. Segundo o treinador, o atleta acaba levando para sua vida pessoal e profissional, o respeito às regras, ao próximo e ao seu limite físico.

CE+3
Responsável técnico: Carlos Eugênio Ferrado (CREFI 000867-G/RJ)

Treinos – Locais e Horários

Corrida

Campus da UFF- Gragoatá
Segundas, das 19h às 21h
Quintas, das 7h às 9h

Praia de São Francisco
Terças e quintas, das 18h30 às 21h
Sábados, das 7h às 10h
Ciclismo
Quartas e sextas em Camboinhas
Aos domingos de acordo com programação. Podem ser treinos longos de estrada ou usando a topografia de Niterói, com muitas subidas e uso de MTB.

Natação

Praia da Boa Viagem
Segundas, às 7h

Outros dias
Na Alessandro Cirne Swiming Team

Contatos
Email: nenemtri@hotmail.com
Tel: (21) 98181-6926
www.carloseugenio.com.br
Face: @CEmais3
Instagram: @cemais3